Sobre astrologia e suas origens

27.05.2017

Desde que comecei a estudar Astrologia as pessoas sempre surgem com várias dúvidas sobre o tema. Algumas são céticas logo de cara e descartam qualquer possibilidade de ouvir mais sobre o tema e aprender as singularidades astrológicas, outros querem explicações minuciosas sobre cada detalhe astrológico. O problema é que falar disso em uma conversa só não é fácil. Afinal, a astrologia é uma tema complexo e milenar e destrinchar tudo o que envolve a questão não é uma tarefa muito simples. Foram dois anos de curso e poderiam ter sido quatro, tempo que uma graduação geralmente leva, e eu ainda teria muito o que aprender sobre a Astrologia. Mas dois anos já é um tempinho bom pra falar um pouco mais sobre esse campo de estudo e é exatamente isso que vim fazer com esse post. Farei muitos outros posts sobre o tema: sobre signos, sobre elementos, planetas, mapa e tudo o que engloba a astrologia, mas precisamos começar do início e nesse post quero focar nas origens da astrologia e seu desenvolvimento ao longo do tempo. Espero que curtam e se tiver dúvida sobre o tema é só me enviar uma mensagem pelo contato! 

A astrologia é um campo de conhecimetno desenvolvido através de milênios e ao longo das civilizações. Documentos históricos atestam que esse interesse pelos astros vem acompanhando inúmeras civilizações: sumerianos, caldeus, assírios, egípcios, os povos do Extremo Oriente, indianos, incas, astecas, gregos e romanos já conheciam e interpretavam essa linguagem como a mais antiga de que se tem notícia. Em busca de orientação espacial, melhores colheitas e melhor compreensão dos ciclos naturais, os povos antigos observavam as estrelas e os possíveis desenhos formados por elas no céu.  As chamadas constelações podiam ser observadas pelo ponto de vista terrestre e à medida que as tecnologias de observação foram se desenvolvendo, os homens constataram a existência de 89 constelações visíveis da Terra.  Dentre elas, apenas doze são perpassadas pelo Sol de acordo com a perspetiva terrestre, são elas Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Essas constelações, executam um movimento circular ao redor da órbita da Terra, formando a chamada elíptica ou círculo zodiacal. O zodíaco é, desta forma, o círculo descrito no período de um ano pelo Sol no seu movimento aparente pelo círculo zodiacal. A Lua e os planetas movem-se em várias direções e com velocidades variadas, mas nunca se afastam muito de qualquer um dos lados dessa elíptica.

Com o passar dos séculos os homens puderam verificar através de suas observações celestes certos ciclos, que seguiam padrões bastante específicos em determinadas épocas do ano, de acordo com o movimento do sol e dos planetas ao redor dessa elíptica. E assim, foram desenvolvendo arquétipos capazes de associar eventos terrestres aos movimentos planetares. Com o avanço desses estudos ao longo dos séculos, foi percebido que era também possível compreender não só a essência da natureza e dos fenômenos, mas também do próprio ser-humano através da análise dos astros. Desta maneira, o desenvolvimento de mapas pessoais foi se estabelecendo e, à medida que a tecnologia era capaz de prever e compreender os ciclos terrestres, a astrologia focou-se essencialmente no ser. É através, então, da análise das posições dos planetas e do sol ao redor da elíptica no dia, hora e local de nascimento de um indivíduo que podemos compreender certos aspectos de sua existência.

 

 Atualmente os astrólogos utilizam a mandala zodiacal como forma de guia para o entendimento de todas as facetas e possibilidades de um ser. Essa mandala é uma representação da elíptica zodiacal dividida em doze partes. Cada área da vida de uma pessoa é representada por uma dessas partes, chamadas de casas astrológicas. Da mesma forma, os planetas do sistema solar se distribuem pelas casas do mapa astral e por seus respectivos signos, influenciando, de maneira geral, a vida de um indivíduo. Os planetas, por sua vez, fazem importantes aspectos entre si e vão, assim, junto com o resto do mapa, tecendo as tendências, possibilidades e debilidades astrológicas dos indivíduos.

O mapa natal é definido na hora de nascimento da pessoa e sofre influencias do local em que o parto ocorreu. Ele nada mais é do que um retrato do céu na hora exata do nascimento, ditando as tendências individuais do ser em um processo dialético com a forma que essa pessoa vive. Ou seja: a pessoa segue as tendências do mapa, mas ao mesmo tempo o mapa é como é, porque a pessoa foi vivendo e sendo levada a eventos que reforçassem ou enfraquecessem o que está contido nele. 

Dito isso, a função de um mapa astral não é explicar como um indivíduo é, e sim mostrar seus potenciais, facilidades e áreas que podem ser trabalhadas e melhoradas. O mapa deve ser, portanto, um incrível instrumento de melhoria, crescimento pessoal e compreensão da vida. E ele fornece, acima de tudo, possibilidades e cabe ao próprio indivíduo pensar o melhor destino para elas.

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