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Quatro dicas básicas que vão te ajudar na transição para o veganismo!

26.06.2018

 Se tornar vegano é realmente um passo importante e difícil de se dar. Ao contrário do vegetarianismo que costuma ser muito mais simples e socialmente aceito/adaptável, o veganismo vai muito além da alimentação. Além disso, ele é bem menos conhecido e divulgado, o que faz com que poucas pessoas realmente compreenda e faça esforços para incluir o vegano. 

Por essas e outras razões que não vamos entrar agora - que vão desde a cultura carnista até à falta de compreensão daquilo que sai do senso comum - muitas pessoas acreditam que tornar-se vegano é algo muito difícil, trabalhoso e que é necessário ter muito dinheiro pra dar conta de comprar todas as substituições possíveis e imagináveis pra carne, queijo e ovo. A questão é que ao contrário do que as pessoas acreditam, veganizar a vida é muito fácil, tranquilo e BARATO. Sim! E com um pouco da minha experiencia e com meus estudos sobre o tema, vou tentar ajudar quem tá nessa transição, espero que gostem e que ajude!

 

1. Simplifique

O grande segredo de uma transição tranquila pro veganismo é simplificar a vida. Quando você deixa de comer derivados do leite e do ovo você precisa saber que você vai ter que cozinhar ou no mínimo preparar lanchinhos. Isso acontece porque raramente você vai conseguir comer coisas na rua que sejam veganas e quanto encontra são coisas tipo batata chips, salgadinhos, paçoca, pipoca doce, essas coisas. E tudo bem comer isso, mas enjoa, nem sempre você acha e essas comidas não estão te nutrindo muito. Por isso, simplificar a vida é o segredo. Sempre leve lanches com você e esses lanches não precisam ser em nada elaborados. Na minha experiência, eu escolhi investir em frutas. Assim, toda vez que vou sair de casa eu levo uma banana ou uma maçã comigo. Pronto, lanchinho simples, prático, barato e que me nutre e me satisfaz. Eu não tenho o tipo de rotina que exige ficar o dia todo fora de casa, mas se esse for seu caso, leve frutas, castanhas, frutas secas (damasco e banana secos são muito gostosas) e você nunca vai passar fome e nem vai ter trabalho de ficar preparando lanches elaboradíssimos. Eu escolhi esse caminho. Tem gente que prefere lanchar uma tapioca, um pão de beijo, sanduíches, preparar bolinhos. Eu prefiro comer lanches simples, rápidos e leves e investir no meu almoço e na minha janta. Vai de cada um, mas lembre-se que quanto mais simples for seus lanches e sua alimentação, mais fácil é manter seu ideal sem ter fome, perder horas caçando uma comida vegana ou perdendo seu tempo livre cozinhando mil lanchinhos. 

 

2. Quanto mais natural, mais fácil

Essa dica é meio que um complemento da anterior. Na minha transição eu descobri que quanto mais natural a alimentação vegana, mais saudável, variada, simples e satisfatória ela é. Claro que as vezes quero comer algo parecido com queijo ou requeijão, fazer uma receita que leva leite e tô sem tempo de fazer o caseiro ou com preguiça mesmo, e aí sim recorro a substituições industrializadas como creme vegetal, pastinhas de soja, leite de coco ou soja e tal. Mas elas não são de jeito nenhum necessidades básica, além de serem caras e difíceis de achar. A maioria dessas substituições também podem ser feitas em casa, o que facilita e barateia a vida também. Ou seja, a melhor maneira de comer, a mais fácil e mais acessível é cozinha legumes, verduras, leguminosas e grãos em casa. Eu nunca fui uma pessoa de jantar, sempre preferi lanches na parte da noite, mas se tem uma dica vegana que eu posso dar é: invista nas refeições. Quando você come lanchinhos eles geralmente são formados por biscoitinhos, pães, sanduíches, tapiocas, bolos, frutas (mas geralmente a noite a gente tá com uma fome que requer uma alimentação mais substancial) e pra comer a maioria dessas coisas, você tem que fazer sua própria versão. Outro ponto é que esses alimentos geralmente pedem acompanhamentos. É difícil uma pessoa comer um pão puro ou comer uma tapioca sem recheio, o que significa que além de produzir a sua própria versão desses alimentos, você tem que fazer um 'recheio' ou acompanhamento pra rechear. Mais um trabalho. E como se não bastasse, esses alimentos, por mais integrais e cheio de ingredientes saudáveis, não são tão nutritivos quanto um prato cheio de legumes, arroz e feijão, por exemplo. Por isso, fazer suas próprias refeições é uma ideia ótima e a mais nutritiva das opções veganas e é econômico tanto no quesito dinheiro quanto no quesito tempo. O que eu indico é que você faça um almoço bem variado e nutritivo e já faça uma quantidade de legumes maior pra sobrar no jantar. Aí bateu aquela fome no fim da tarde/ início da noite? Janta! Fácil, né? Você também pode variar e fazer uma sopa com os legumes que sobraram ou usá-los como recheio da tapioca e aí você nunca fica com fome. 

 

3. Compre ingredientes versáteis e essenciais na culinária vegana

Existem alimentos que são muito versáteis na cozinha e produzem muitas substituições veganas e nessa sessão vou contar o que nunca deixo de comprar quando vou no supermercado. Esses alimento sempre salvam na hora da fome ou da falta de criatividade. 

Inhame: Se existe alimento mais versátil na cozinha eu não conheço e depois que eu virei vegana as utilidades do inhame ficaram ainda mais evidentes. Só pra você ter uma ideia com inhame você pode fazer: suco, molho de macarrão/lasanha, pão de beijo (a versão vegana do pão de queijo), 'queijo' vegano, maionese, sopas, 'danoninho' vegano e até brigadeiro. Ele é o ingrediente que mais uso na cozinha atualmente. Ás vezes faço inhame cozido pro almoço e o que sobra já vira pão de beijo (que sempre deixo guardado na minha geladeira) e maionese.

Leguminosas: São muito essenciais pra fazer almoços veganos variados. Quase todas as leguminosas viram patê e bife/almôndegas. As que eu mais gosto de ter em casa são o grão de bico, que vira hummus, massa de tortinhas sem glúten e falafel, a lentilha, que vira almôndegas e bifinhos muito saborosos e um patezinho bem sucesso. Além disso, tanto falafel quanto os bifinhos de lentilha são base pra sanduíches e hamburgueres veganos. Ervilhas (aqui uma receita de almôndegas com elas) e feijão branco também são ótimos, sem contar que todas essas leguminosas são fontes vegetais de proteínas. Vá testando e descubra o que você gosta mais!

Farinha de grão-de-bico: Esse é o ingrediente mais inacessível da lista, mas garanto que vale muuuito a pena ter essa farinha em casa. Eu sempre ouvi falar do grãomelete, mas sempre achei que era daquelas substituições meio desnecessárias da alimentação vegana, então só fui realmente testar os grãomeletes bastante tempo depois de ter parado de comer derivados de animais. E nossa, mudou bastante minha vida vegana haha! Primeiro porque realmente parece omelete e eu amava omelete antes de virar vegana. Segundo, ele é bem nutritivo e proteico e terceiro, grãomelete é muito rápido e varia muito meus lanches. Grãomelete é basicamente farinha de grão de bico, a mesma quantidade de água e um pouco de temperos. Você mistura tudo até ficar em uma textura próxima de panquecas, leva na frigideira e pronto! Só isso. E dá pra fazer na versão doce, dá pra comer no almoço, café-da-manhã, café da tarde, janta, enfim... É um luxo que vale a pena. Essa farinha é mais cara, mas rende bastante, o que dá mais um ponto pro time da farinha de grão de bico. 

Banana: Rainha da porra toda é a banana. Eu não vivo um dia sem banana, é meu alimento favorito e que eu mais como na vida. E além de super nutritiva, natural e que já vem com a própria embalagem da natureza, ela é muito muito versátil. Eu como banana amassada com aveia, canela e coco ralado, faço barrinhas de cereais, sorvete vegano, faço shakes, bolo, cookies, golden milk, adoço meu mingau de aveia com elas, quando elas estão verdes dá pra fritar e fazer chips e biomassa (nunca fiz, mas dizem que é ótimo nas substituições pra doces). Elas funcionam como substituto do ovo nas preparações, apesar de não ser o meu substituto favorito, quebra muito o galho na hora de fazer bolos. 

Vinagre e bicarbonato: Você deve tá se perguntando o que que esses dois tão fazendo aqui nessa lista. Mas saiba que eles são simplesmente os melhores substituto do ovo que existe!! Depois que testei bolo com os dois, nunca mais larguei eles e SEMPRE tenho os dois na minha cozinha. A utilização deles depende muito da receita do bolo, mas geralmente uso uma colher de sopa de vinagre com uma colher de café de bicarbonato pra fazer um bolo de tamanho médio. E se você, como eu, se preocupa com o meio-ambiente essa dupla também funciona muito bem como desengordurante natural (só jogar bicarbonato na superfície desejada e borrifar vinagre em seguida, aguardar uns 5 minutos e passar um paninho) e são ótimos na lavagem dos cabelos (estou planejando um post falando só sobre isso). Uso o bicarbonato também pra fazer meu desodorante natural. 

Oleaginosas: Além de serem ótima fonte de proteína e gordura boa, as oleaginosas (castanhas, amendoins, amêndoas) dão lanchinhos rápidos, são base pra receitas, viram leite, pastinhas de passar no pão, cheesecakes, enfim... Elas ajudam bem a segurar essa barra que é ser vegana!

 

4. Sempre vá aos lugares 'comido' ou leve sua marmita.

Pra mim a parte mais difícil de ser vegana é quando saio de casa. As pessoas não entendem o que é o vaganismo e sempre te enchem de perguntas. E elas também ficam extremamente desconfortáveis quando você fala que não vai comer aquilo que está disponível (que geralmente tem carne e ovo). Sou vegetariana desde 15 anos e tomei essa decisão inspirada pela minha irmã, que já era vegetariana há um tempinho. Então, minha família sempre esteve acostumada com essas restrições. Entender o conceito do veganismo foi mais difícil pra eles, por isso, geralmente no almoço em família eu peço pra minha mãe fazer o quibe assado vegano que ela costuma fazer sempre ou eu mesma levo algo quando outras pessoas vão cozinhar.

Eu percebi, ao longo dessa vida sem comer carne/ovo/leite, que as pessoas ficam muito mais confortáveis quando você leva alguma coisa e come do que quando você simplesmente não come nada. Por mais que você esteja bem e curtindo mesmo sem comer, as pessoas (principalmente mais velhas) acham que você sair da casa delas sem comer algo é uma coisa impraticável e às vezes fazem coisas pra você que você nem quer comer e como foi algo que gerou esforço da parte da pessoa fico até sem graça de falar não (muita gente abre um pacote de biscoito água e sal pra eu comer e eu nem gosto de comer biscoito água e sal puro, sabe? Mas acabo comendo porque a pessoa comprou/abriu o biscoito só pra mim). Por isso, descobri que por mais que muita gente pense que levar a própria comida é indelicado, na verdade é muito mais confortável pra você, que come o que quer, e pra outra pessoa, que não fica se desdobrando em mil pra fazer algo que as vezes você nem tá afim de comer. 

Em aniversário e casamentos eu fico caçando uma opção, mas geralmente vou alimentada pra não ficar com fome. Se for festas de parentes mais íntimos, levo meus próprios salgados. Claro que as pessoas são levemente sem noção e querem provar as coisas que nós levamos (mesmo que elas já tenham TODOS os outros salgados da festa pra comer), tento levar numa boa, pensar que se eles provarem e gostarem pode até abrir a cabeça e desmistificar muita coisa sobre o veganismo, então pra evitar de ficar sem comer e ficar nervosa, sempre levo quantidades grandes de comida. Geralmente faço pão de beijo, esfirrinhas, coxinhas veganas, quibe frito vegano, coisas de festa mesmo. 

 

Enfim, essas são minhas dicas pra uma transição feliz! Espero que gostem e que ajude vocês e se tiver uma super dica, me manda pra eu saber também hehe

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